É importante sempre ler muito, escrever, rever e refletir para não escrevermos bobagens e acharmos que estamos certinhos, dentro do rigor da língua.
Aí vão alguns exemplos.
1) Aquela mercadoria tem um preço caro demais!
Caro já quer dizer preço alto, elevado.
O correto seria: Aquela mercadoria é cara demais! ou Aquela mercadoria está com preço alto demais!
2) Há cinco dias atrás fui ao cinema com meu irmão.
Há e atrás são redundantes pois há significa tempo decorrido e atrás, algo do passado; portanto o verbo haver exclui o advérbio atrás. Não é necessário este!
O correto seria: Há cinco dias fui ao cinema com meu irmão.
3) Ele falou as últimas palavras antes de morrer.
Falar é verbo INTRANSITIVO, não requer complemento. Ao invés de usar este verbo deveria ser usado o DIZER que é transitivo direto.
O correto seria: Ele disseas últimas palavras antes de morrer.
4) Joana comentou sobre as últimas novidades da festa de domingo.
Comentar sobre é errado, se diz comentar alguma coisa. Últimas novidades é redundante. Novidade já são as notícias recentes de um fato.
O correto seria: Joana comentou as novidades da festa de domingo.
Sentidos semelhantes: Lurdes sempre faz amigos novos por onde passa. O técnico enfiou a mão dentro da estufa e acabou se machucando. A mãe saiu pra fora de casa para atender o filho em perigo.
5) À medida em que o tempo passava ia ficando mais nervoso.
Não existe a expressão À medida em que e, sim, À medida que.
O correto seria: À medida que o tempo passava ia ficando mais nervoso.
6) Por que você veio hoje? – disse a moça.
Quando há uma pergunta, no discurso direto, devemos usar em vez de dizer, um verbo sinônimo de perguntar, interrogar...
O correto seria: Por que você veio hoje? – questionou a moça.
Não esqueça que até grandes escritores cometem erro. Fique atento para não escorregar nas armadilhas da língua e na linguagem informal. Quando se escreve devemos ter em mente sempre as regras da norma culta para não sairmos falando, quer dizer, escrevendo bobagem.